Divulgando nossa oficina que esta sendo realizada no Colégio Pedro Calmon
segunda-feira, 6 de maio de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Anabolizantes: “Drogas
da imagem corporal”
Fernanda Almeida Ferreira¹
A insatisfação com seu próprio corpo leva o
indivíduo a utilizar de diversos meios para atingir um padrão de corpo perfeito
criado pela sociedade e para isso discorrem ao uso de produtos que comumente
são denominados “drogas da imagem corporal”, entre as quais se incluem os
esteroides anabólicos androgênicos ou anabolizantes.
O que é?
Os
esteroides anabolizantes são drogas sintéticas utilizadas para substituírem o
hormônio masculino testosterona fabricado pelos testículos. Levam ao
crescimento da musculatura (efeito anabólico) e ao desenvolvimento das
características sexuais masculinas (efeito androgênico).
Como agem no organismo?
Eles podem provocar
dois tipos de efeitos, o androgênico que leva ao desenvolvimento das
características sexuais masculinas, tais como barba, pêlos, voz grossa, e o
anabólico que leva ao crescimento da musculatura.
Geralmente esse tipo de substancia é indicada para vários usos clínicos, nos quais sua função principal é a reposição da testosterona nos casos em que, por algum motivo de doença, tenha ocorrido um déficit.
Geralmente esse tipo de substancia é indicada para vários usos clínicos, nos quais sua função principal é a reposição da testosterona nos casos em que, por algum motivo de doença, tenha ocorrido um déficit.
Consequências
O uso abusivo deste
produto pode ocasionar a variação de humor, incluindo irritabilidade e
nervosismo, pode chegar à agressividade e à raiva incontroláveis. Os usuários
podem experimentar ainda, um ciúme doentio, ilusões, podendo apresentar
distorção de juízo em relação a sentimentos de invencibilidade, distração,
confusão mental e esquecimentos.
Podem desenvolver
também distorção de julgamento do próprio corpo (dismorfia corporal), tendo a
falsa sensação de que estão com a musculatura pouco desenvolvida.
Alguns dos usuários
tornam-se clinicamente deprimidos quando param de tomar a droga, até porque
perdem a massa muscular que adquiriram; um sintoma que pode contribuir para a
dependência.
Em
homens e adolescentes podem provocar:
·
Redução
da produção de esperma, impotência, dificuldade ou dor em urinar, calvície e
crescimento irreversível das mamas (ginecomastia).
Em Mulheres e adolescentes:
·
Aparecimento
de sinais masculinos como engrossamento da voz, crescimento excessivo de pêlos
no corpo, perda de cabelo, diminuição dos seios, pêlos faciais (barba).
Ambos
os sexos:
·
Em
pré-adolescentes e adolescentes: finaliza, prematuramente, o crescimento
deixando-os com estatura baixa para o resto de suas vidas.
·
Aparecimento de tumores (câncer) no fígado,
perturbação da coagulação do sangue, alteração no colesterol, hipertensão,
ataque cardíaco, acne, oleosidade do cabelo e aumento de agressividade que pode
manifestar-se em brigas.
Curiosidades
O primeiro uso não
médico dos esteroides anabolizantes foi feito por soldados alemães na II Guerra
Mundial, com o intuito de aumentar a agressividade. Os anos 50 marcaram o
início do uso entre atletas competitivos, mas só nos anos 70, houve um aumento
progressivo do uso dessas substâncias entre atletas competitivos e o início do
uso entre atletas recreativos, inclusive entre as mulheres.
Em 1975 os
anabolizantes foram inclusos na lista de drogas consideradas "doping"
pelo Comitê Olímpico Internacional. O ano de 1988 foi um marco histórico dessa
questão, quando o velocista canadense Ben Johnson perdeu sua medalha Olímpica
em Seul - capital da Coréia do Sul, devido ao uso de esteróides.
REFERÊNCIAS
IRIART, Jorge Alberto Bernstein; CHAVES, José Carlos e ORLEANS,
Roberto Ghignone de. Culto ao Corpo e o uso de anabolizantes entre praticantes
de musculação . Cad. Saúde Pública [online]. 2009, vol.25, n.4, pp 773-782. ISSN 0102-311X.
Esteróides Anabolizantes. Disponível em:
<http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/index.php?id_conteudo=11331&rastro=INFORMA%C3%87%C3%95ES+SOBRE+DROGAS%2FTipos+de+drogas/Ester%C3%B3ides+Anabolizantes>
Acesso em 11/03/13.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Educação física na escola e da escola
[1]Franciele Couto Sandes
Educação física na
escola e da escola
A educação física escolar tem que ser trabalhada visando à participação
de todos os discentes, para que não aconteça a exclusão de nenhum aluno. É
fundamental saber como planejar suas aulas, identificar possibilidades de uma
aula diversificada, atrativa e participativa.
A área de educação física é bem ampla, tem vários assuntos que podem ser
trabalhados, existindo sempre aqueles conteúdos que são preferidos pelos alunos
e também pelos professores; o jogar bola por exemplo. Nota-se nas escolas que
atividades com bola em geral, e principalmente aquelas práticas que são vistas
com mais frequência na mídia, tem a preferencia e o conhecimento dos alunos e
dos professores. No entanto é preciso ter uma visão critica ao trabalhar com
tais práticas esportivas, pois é necessário que envolva a participação de todos
nas atividades propostas, e que seja uma prática com princípios educativos,
para não se deixar influenciar pelos esportes de auto-rendimento, e não tornar
as aulas de educação física muito limitadas.
O esporte da escola tem que ser resignificado. Uma das formas de se
resignificar o esporte é fazendo adaptações de materiais e de espaços para sua
execução. É preciso deixar bem claro que o papel do docente é formar cidadãos
críticos e não atletas.
A escola deve ser um lugar de troca de experiências e isso inclui também
experiências esportivas. Nesse sentido, deve-se criar espaços para diálogos
sobre as experiências dos alunos, ao mesmo tempo propor desafios que levem a
apropriação de fazeres corporais. Assim, a escola seria um espaço de vivências
significativas, distanciando-se do auto-rendimento e do ensino centrado na
técnica ou padrões de movimento, abrindo espaço para a construção de uma
Educação Física da escola.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Do profissional
para o amador no Futebol
Apesar da relação capital-trabalho ter se naturalizado em quase todas as esferas da vida social que pressupõe algum tipo de trabalho, deve se lembrar que essas transformações no futebol e no campo dos esportes em geral procuram inúmeros conflitos e transtornos ao longo do tempo. O profissionalismo chega na sociedade produzindo valores políticos e econômicos que modificaram a organização do esporte.
A proposta deste texto é trazer a discussão de um dos dilemas vividos por alguns atletas profissionais de futebol nessa
última década: o direito de reversão à condição de amador, como um mecanismo
para manter-se usufruindo dos benefícios financeiros que o status amador
poderá proporcionar, bem como manter o sonho de se profissionalizar novamente
em outro momento.
Em uma edição do Jornal Folha de São Paulo do
ano de 1997, trazia a possibilidade de o jogador profissional voltar a ser
amador em busca de melhores salários. Como assim? Segundo a reportagem, a cada
ano no Brasil, milhares de jogadores abandonam a profissão, onde cerca de mil
deles oficializam a decisão pedindo a CBF um registro de jogador amador, o que
é chamado de reversão. Mas porque isso estaria acontecendo? No esporte de alto
rendimento não é o espaço onde o investimento se encontra em maior número?
Também não podemos esquecer a dificuldade de ser um jogador renomado.
Uma das justificativas para essa mudança
seria que as ligas regionais estariam apresentando melhores condições de
trabalho, possibilitando ao jogador, após ser liberado pela CBF, representar
uma empresa nessas competições, da qual poderá oferecer um emprego estável.
As indústrias paulistas, que os
contratavam estavam
preocupadas com a disputa dos Jogos Operários, “no qual o título rende
prestígio para o dirigente da empresa que o conquista.” (FOLHA DE SÃO PAULO,
23-02-1997, p.3). Vejamos que essa situação também era comum nos anos 20. Os
sócios endinheirados dos principais clubes empregavam em seus estabelecimentos comerciais
os jogadores que faziam parte da equipe de futebol do seu clube (CUNHA s/d:
83). Todavia, naquele momento, o emprego dos jogadores era uma forma de burlar
as leis que proibiam que desocupados e desempregados pudessem participar das
competições oficiais (PEREIRA, 2000).
Para outros atletas, esse “rebaixamento”
possibilitaria mostrar seu futebol de forma mais real, não ficando apenas no
time de treino ou com baixa remuneração do salário. Isso nos leva a pensar que
o Futebol não é essa maravilha, esse sonho que todos os garotos ou garotas
imaginam, e que nos é mostrado pela mídia. São poucos, bem pouquíssimos que conseguem ser reconhecidos nesse mundo
futebolístico do rendimento profissional.
Alguns atletas que solicitam a reversão
buscam alcançar suas metas em países que têm pouca
tradição no futebol, sendo uma nova possibilidade de mostrar seu futebol, se
tornar um ser importante na área que atua.
Podemos concluir que o mercado do futebol não
se limita as principais ligas e existem outras formas de exercício da profissão
que a estrutura, além do mecanismo da reversão demonstrar adaptação diante das relações
de trabalho ampliadas pelo mercado do futebol de empresa.
Maílson Kleber Silva dos Santos; Aluno do 6º semestre em Educação Física/UFRB/CFP
Referência Bibliográfica
SALLES,
J. G. C. SOARES, A. J. G. BARTHOLO, T. L. FUTEBOL
– “EU NÃO QUERO MAIS SER PROFISSIONAL. QUERO RETORNAR A MINHA CONDIÇÃO DE
AMADOR!” QUE HISTÓRIA É ESSA? Foz do Iguaçu. Congresso da FIEP; vol 76 –
Série 1. 249-253p, 2006.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Futebol: sonho X
realidade
Hallana Ferreira
Gibaut
O
futebol, mundialmente conhecido e praticado por todas as classes, gêneros e
etnias, mexe com o imaginário das crianças do Brasil e do mundo. Porém é
preciso ter atenção e comunicação com as crianças a respeito dos perigos que
podem ser encontrados neste “mundo futebolístico”, que eles tanto sonham.
A
história prega fatos importantes e favoráveis aos jogadores de futebol, no
entanto, a realidade mostra caminhos difíceis, cheios de altos e baixos.
Nos
morros, favelas, nos campos de várzea, nas ruas, foram descobertos vários
jogadores brasileiros conhecidos mundialmente, entre eles, o Pelé, Ronaldo
Fenômeno, Zico, Rivaldo, dentre outros, que ajudaram o Brasil a ser conhecido
como o País do Futebol.
Porém,
estes jogadores, que alcançaram o sucesso nos campos de futebol, foram meninos
escolhidos entre milhões. O sonho de se jogar em clubes europeus recebendo
altos salários, contribui para as crianças sonharem alto, como na maioria
deixam de lado os estudos para terem mais tempo para se dedicarem ao futebol.
Em consequência disso, eles acabam atrasando o período escolar, trabalham mais
cedo para ajudar nas despesas da família e, frequentemente, acabam frustrados
por não terem conseguido alcançar o sonho tão cultivado, o de serem jogadores
profissionais.
Os
altos e baixos do futebol refletem momentos de extrema visibilidade, altos
investimentos e comercialização de produtos e do próprio jogador. Entretanto,
quando não bem instruído, os jogadores acabam se deixando levar pelo sucesso
instantâneo, se tornam jogadores problemas e consequentemente “eliminados” do
futebol.
Portanto,
o trabalho pedagógico nas escolas, no sentido de conscientizar os jovens, se
faz importante para que as crianças desenvolvam e reflitam criticamente sobre
suas escolhas e compreendam as dificuldades na escolha pelo “mundo do futebol”,
conscientizadas que somente alguns têm a chance de se tornarem jogadores de
sucesso.
[1]
Estudante do 6º semestre do Curso de Licenciatura em Educação Física, Bolsista
ID PIBID/UFRB 2012.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
DROGAS
UM TEMA A SER TRATADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Letícia
Araújo Oliveira¹
As drogas são problemas que integram praticamente todas as
sociedades contemporâneas, o resultado negativo decorrente a isso é de ordem
social e econômica. Social, pois desestrutura a família e econômico por gerar
diversos custos para o governo que na maioria das vezes mantém o tratamento.
A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento sadio do
adolescente e do adulto, pois contribui para a formação global do jovem e da
sociedade. A prevenção ao uso de drogas é uma atitude a ser adquirida desde a
infância e promovida durante toda a vida. Assim, o papel da escola na prevenção
é educar crianças e jovens a buscarem e desenvolverem sua identidade e
subjetividade, promover e integrar a educação intelectual e emocional,
incentivar a cidadania e a responsabilidade social, bem como garantir que eles
incorporem hábitos saudáveis no seu cotidiano.
Nesse sentido, a base para o não ingresso dos jovens nesse
mundo quase sempre sem volta está na família e na escola. A primeira deve dialogar
conhecer as amizades, esclarecer sobre o perigo das drogas, e ensinar valores
humanos e valorização da saúde e da vida. A segunda pode promover palestras,
depoimentos, visitas de policiais, médicos entre outros profissionais que estão
diretamente envolvidos no processo de prevenção das drogas e tratamentos.
Diante desse fator o educador que nesse caso pode ser o de
Educação Física, pode implantar atividades vinculadas ao tema, entre todos pode
se escolher o Doping, que é o uso de qualquer droga ou
medicamento que possa aumentar o desempenho dos atletas durante uma competição.
Esse tema está diretamente ligado ao esporte de auto rendimento entre eles:
atletismo, ginástica, futebol, levantamento de peso, natação, artes marciais. Pode-se
abordar o efeito de diferentes drogas, como o álcool por exemplo, no desempenho
de atletas. Ainda, as implicações do uso de drogas na continuidade ou
desistência em programas de exercícios físicos. O fato é que este tema perpassa
as discussões da cultural corporal, assim sendo, deve-se fazer presente nas
aulas de Educação Física.
Em suma, o problema é bastante complexo e requer a
participação efetiva dos pais e dos professores com respaldo dos donos de
escola, no caso particular, e do poder público nas instituições públicas, uma
coisa é certa, a base para o problema está na educação.
¹Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Física 6º Semestre.
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